sábado, 25 de abril de 2015

Administre os Dons que Deus lhe Deu

Jon Bloom*

Todos recebemos dons graciosos da parte de Deus. Por isso, “cada um conforme o dom que recebeu”,
devemos servir “uns aos outros como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pedro 4.10). Esses dons nos foram dados para o “progresso e gozo da fé” uns dos outros (Filipenses 1.25).

Despenseiros de dons contaminados pelo orgulho

Mas por causa da natureza pecaminosa, todos somos obcecados conosco mesmos, nascemos viciados na droga de pensar de nós mesmos bem mais do que convém (Romanos 12.3), além de os outros terem por nós maior consideração do que deviam ter.

Por ainda habitar um resto de pecado em nós, santos nascidos de novo, descobrimos que esse antigo e viciante orgulho ainda contamina a visão que temos de nós mesmos, quanto aos dons graciosos que recebemos de Deus. Em vez de considerarmos nossos dons como coisas jamais merecidas por nós, e de vermos os dons dos outros como misericordiosos meios de graça dirigidos a nós, lutamos muitas vezes contra a insatisfação pecaminosa. Quase sempre achamos que não somos tão dotados quanto desejaríamos ser, ou que nossos dons não recebem reconhecimento suficiente, ou que preferiríamos um conjunto de dons totalmente diferente e impressionante, como o de Fulano de Tal.

Como nossos dons servem para abençoar os outros e nos santificar

Ora, na verdade, o desmascaramento do pecado que há em nós é parte do desígnio de Deus ao distribuir dons entre seus filhos. O fato de Deus repartir entre nós esses dons imerecidos em proporções desiguais tem o gracioso efeito de arrastar o orgulho para fora da densa escuridão de nosso coração enganoso, expondo-o à luz. Sempre que nos comparamos aos outros, que exultamos por nos achar superiores ou que nos ressentimos por nos sentir inferiores a eles, Deus está nos convidando a glorificá-lo com o arrependimento do nosso orgulho e a nos humilhar sob sua mão poderosa e sábia, confiando nele para nos exaltar no momento e da forma que melhor lhe parecer (1Pedro 5.6).

É isso o que torna tal desígnio glorioso! É simplesmente genial! É um canal de bênçãos de mão dupla – caso o abracemos. Todos somos dotados por Deus de tal maneira que nossos dons canalizam bênçãos para os outros, quando satisfazem diversas necessidades, e canalizam para nós a bênção da humildade, quando expõem o nosso orgulho, levando-nos a receber a graça de Deus para vivermos segundo a fé que agrada a Deus (Hebreus 11.6). Quando assim acontece, produz-se gratidão em todo mundo. É perfeito! Nossos dons trabalham para abençoar os outros e para nos santificar. É exatamente o que pessoas obcecadas consigo mesmas precisam.

Os nossos dons visam ao benefício dos outros

Voltando às palavras de Pedro: “cada um conforme o dom que recebeu” (1Pedro 4.10). Essa verdade precisa ser recebida por nós na medida apropriada. Deus quer que saibamos que nossos dons não são um acidente da genética nem da experiência. Ele sabia o que fazia ao fazer cada um de nós e foi intencionalmente que nos deu os dons com que nos dotou, na medida em que os temos.

Somos, portanto, administradores dos dons que Deus nos confiou. E ele os confiou a nós principalmente para o benefício dos outros (1Pedro 4.10; Romanos 12.4-6). O objetivo de nossos dons não é servir de plataforma para obtermos senso de importância pela estima dos homens. Nossa importância real provém de Deus nos ter escolhido em Cristo, concedendo-nos dons e pondo-nos em ação no seu reino para cumprir seus propósitos. Há nisso tudo importância e sentido bem maiores do que conseguimos compreender e valorizar. O louvor dos homens é usualmente ninharia de segunda mão.

Cumpra o que lhe foi designado

Vocês têm uma atribuição dada por Deus. É isso o que Paulo diz: “Ande cada um segundo o Senhor lhe tem distribuído, cada um conforme Deus o tem chamado” (1Coríntios 7.17). “Não sois de vós mesmos” (1Coríntios 6.19). Vocês são servos de Cristo (1Coríntios 7.22) e despenseiros dos dons que receberam. Outros precisam de seus dons. É por isso que vocês os têm.

A finalidade da nossa vida não é correr atrás de nossos sonhos. Quando os examinamos de perto, muitos não passam de fantasias cheias de arrogância e autopromoção, além de puro egoísmo. Na verdade, raramente sabemos o que é melhor para nós, o que de fato nos fará felizes. Mas Aquele que nos criou sabe. Ele sabe com exatidão para o que fomos feitos e como podemos viver de maneira mais plena e frutífera. Se o seguirmos pela fé, ele nos conduzirá pelos caminhos da plenitude total – mesmo quando esses caminhos levarem a sofrimento e morte.

Portanto, cumpra o que lhe foi designado. Administre seus dons da melhor maneira possível em prol dos outros. Aspire ser o melhor e o mais frutífero que puder para a glória de Deus. Não desonre a Deus desvalorizando os dons que ele lhe deu. Não desperdice tempo precioso murmurando por causa dos dons que você não tem, ou se ressentindo com as outras pessoas por causa dos dons que elas têm, ou mesmo pelo orgulho pecaminoso que elas podem manifestar. Elas são apenas pessoas obcecadas consigo mesmas, tropeçantes e em fase de restauração, exatamente como você, e Deus sabe como se opor a elas de forma graciosa (1Pedro 5.5). Ore em seu favor.


“Irmãos, cada um permaneça diante de Deus naquilo em que foi chamado” (1Coríntios 7.24). Não existe chamado mais elevado senão para que você seja você mesmo, e Deus o recompensará muito mais do que você jamais pode ter imaginado em seus sonhos mais loucos, se for um fiel administrador de seus dons para o bem dos outros.


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(*) Jon Bloom é president do ministério Desiring God e autor de Not by Sight (2013) e Things Not Seen  (Julho 2015). Ele mora em Twin Cities com a esposa Pam, seus cinco filhos e um cachorro treloso.
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Tradutor: Marcos Vasconcelos
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Culto Racional do Cristão - 001

O ministro incompetente é a mais desprezível e
nociva criatura encontrada na face da terra. Ele é vergonha para a igreja, pedra de tropeço pela qual muitos caem na perdição eterna e que leva à destruição de incontáveis almas. O servo fiel de Cristo, pelo contrário, é joia que embeleza a casa de Deus, é candeia sobre o velador, cidade edificada sobre um monte, guia de cegos, terror dos ímpios, alegria dos piedosos, consolador dos tristes, conselheiro dos confusos e guia dos crentes no caminho para o céu.
                                    - Wilhelmus à Brakel (1635-1711)









Wilhelmus à Brakel, The Christian's Reasonable Service, Vol. 1, p. cxiv, Ed. Joel Beeke, Reformation Heritage Books, Grand Rapids (MI), 2011




Tradutor da citação: Marcos Vasconcelos

sábado, 16 de março de 2013

As mal-aventuranças de Satanás


Vendo Satanás a hoste dos que o seguiam, desceu ao vale árido e, abrindo a boca, ensinava-os dizendo:

Mal-aventurados os implacáveis, independentes, autossuficientes, os "posso porque quero", porque deles é o reino do inferno.

Mal-aventurados os que não choram pelos próprios pecados, mas só se arrependem rasa e mundanamente das suas consequências, porque o coração se lhes endurecerá.

Mal-aventurados os arrogantes posudos, cercados de aduladores, que fazem o próximo tropeçar, legislam em causa própria e buscam o próprio interesse, porque eles herdarão o inferno.

Mal-aventurados os indiferentes à impiedade na própria vida e ao redor de si, pois certamente transbordarão de pecados nesta vida.

Mal-aventurados os faltos de misericórdia os quais exigem que toda ofensa seja paga, que se ofendem com tudo e revidam com calúnia, maledicência e brutalidade aos seus opositores, porque eles receberão o mesmo em troca.

Mal-aventurados os que deixam a impureza lhes encharcar o coração por meios de aparente inocência, como a Internet, os relacionamentos e seus smartphones, porque não verão a face de Deus.

Mal-aventurados os que causam conflitos, criam divisões, se deleitam com contendas e jogam um contra o outro, porque serão chamados filhos de Satanás.

Mal-aventurados os que conseguem driblar a perseguição evitando de forma silenciosa e "inofensiva" as manifestações públicas de piedade, porque habitarão nas mansões infernais.

Mal-aventurados sois quando, por minha causa, vos considerarem fantásticos, divertidos, legais, safos e o "cara", sem o qual a festa não tem graça. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso sofrimento no inferno; pois assim trataram os ímpios que viveram antes de vós.




Autor: Srephen Altrogge, 14/3/2012
Fonte: The Blazing Center – connecting God’s truth to real life
Adaptação: Marcos Vasconcelos
Foto: Notícias de Paraino (MA)
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sábado, 12 de janeiro de 2013

Um feliz inferno


 Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez — Filipenses 4.11-12
Não importam as aflições ou tribulações que os filhos de Deus possam sofrer; esse é todo o inferno que lhes caberá! Não importa o eclipse que lhes obscureça nome ou bens, pois não é senão uma nuvem insignificante que logo será varrida para longe e, assim, seu inferno terá passado!

A morte dá início ao inferno dos perversos!

A morte põe termo ao inferno dos piedosos!

Pense consigo mesmo: "O que é minha aflição? É só um inferno temporário. De fato, se todo o meu inferno for aqui na terra, então é um feliz inferno. O que é o cálice da aflição comparado ao da condenação eterna?"

Lázaro conseguia pegar apenas migalhas, estava tão doente que os cães, como se cuidassem dele, apiedados, lambiam-lhe as feridas. Tal situação, porém, foi um feliz inferno: logo os anjos vieram para arrancá-lo dele!

Se todo nosso inferno for na vida aqui — e em meio a ele desfrutarmos do amor de Deus — então, não é mais o inferno, é o paraíso! Se todo nosso inferno for nesta terra, podemos ver até onde ele vai e o quanto é superficial e incapaz de atingir a alma. É um inferno efêmero. Após a escuridão da noite aflitiva, surge a fulgurante
alvorada de glória!

Assim como
a vida é curta, também as tribulações não podem se prolongar.

Assim como as riquezas evaporam, também se vão os sofrimentos!

Aprendamos, pois, a estar contentes, sejam quais forem nossas circunstâncias.


Autor: Thomas Watson (c. 1620—1686)
Fonte: "The Art of Divine Contentment", GraceGems.org 
Fotografia: Shaun Killen 
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Coragem, Sucesso e Meditação


O que você faria se Deus lhe encarregasse de levar dois milhões de pessoas para dentro de uma terra estranha e ocupada por guerreiros terríveis?

O que faria se tivesse de substituir um dos maiores líderes da Bíblia – Moisés –, o qual trouxe Israel para fora do Egito, abriu ao meio o Mar Vermelho, esteve face a face com Deus, recebeu os Dez Mandamentos, bateu na rocha com seu cajado e a água jorrou dela. Imagine ser convocado para assumir o lugar dele. Foi o que Josué teve de fazer:
Sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que este falou a Josué, filho de Num, servidor de Moisés, dizendo: Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel.
Eu teria dito: “Quem, eu? E se eu não conseguir?” Deus mandou Josué ter coragem. Que pegasse o touro à unha.
Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares. (Josué 1.1-9)
Por três vezes Deus ordenou a Josué: Sê forte e corajoso.

Por que Josué devia ser corajoso? Como poderia ele saber se seria bem-sucedido? Porque Deus estaria com ele e ele tinha a palavra de Deus para o guiar.
Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.
Na vida cristã, o sucesso ocorre quando meditamos na palavra de Deus dia e noite. Quando ruminamos as promessas divinas. Quando decidimos crer na palavra de Deus e obedecê-la a despeito de tudo. Quando interpretamos os eventos da nossa vida pelas lentes da Escritura, não pelas das circunstâncias.

Quando olhamos nossas circunstâncias elas podem parecer desesperadoras. De onde virá o dinheiro? Como vou achar com quem casar? O que farei da vida? Como vou superar essas provações com meus filhos adolescentes? As circunstâncias dizem que Deus lhe abandonou; que Deus não bom, nem fiel nem cuida de você.

Nessa hora temos de agarrar a mente pelo colarinho, dá-lhe uns sopapos e dizer: MAS A PALAVRA DE DEUS DIZ…

Deus está no controle. Ele é fiel. Ele pode prover a partir do nada. Ele pode alimentar toda uma multidão com poucos pães e peixes. Ele pode guardar uma moeda de ouro na boca do peixe. Ele diz: SEJA FORTE E CORAJOSO! Ele está com você. Ele prometeu ser fiel. Ele lhe mostrará o que fazer.

O segredo do sucesso no Reino? Creia na promessa de Deus, de que ele é fiel. Medite em sua palavra dia e noite, seja corajoso e faça o que deve fazer.



Autor: Mark Altrogge, em 20/12/2012
Fonte: The Blazing Center – connecting God’s truth to real life
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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domingo, 15 de abril de 2012

Amor maravilhoso

"Senhor, a ti ofereço meu coração sincero e espontaneamente." - Moto de João Calvino
Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. — 1João 4.12

O Pai enviou o Filho, pois quis que ele viesse a este mundo. É disso que o apóstolo dá testemunho. E todo aquele que confessa que Jesus é o Filho de Deus, Deus habita nele e ele, em Deus. Essa confissão tem por alicerce a fé no coração, os lábios a manifestam para a glória de Deus e de Cristo e a vida e a conduta dão testemunho dela, contra lisonjas e desaprovações do mundo. Haverá, sem dúvida, um dia de juízo universal. Felizes os que terão ousadia santa diante do Juiz naquele dia, por saberem que ele é seu Amigo e Advogado! Felizes os que têm ousadia santa na antevisão desse dia, que anseiam e esperam por ele e pelo surgimento do justo Juiz! Para os crentes, o verdadeiro amor a Deus é garantia do amor de Deus por eles. O amor nos ensina a sofrer por Cristo e com ele, assim podemos ter a certeza de que também seremos glorificados com ele. Precisamos distinguir entre o temor a Deus e ter medo de Deus. O temor a Deus significa elevadas consideração e veneração por Deus. A obediência e as boas obras motivadas pelo princípio do amor não são como a labuta servil dos que trabalham árdua e de má vontade por temerem da ira de seu senhor, são como as ações praticadas com boa vontade pelo filho solícito que serve a um pai amoroso e faz o bem a seus irmãos. Quando nossas dúvidas, temores e apreensões acerca de Deus forem muitas, é sinal que nosso amor está longe de ser perfeito. Que o céu e a terra se extasiem perante o amor de Deus [...] O amor de Deus em Cristo, no coração dos crentes, motivado pelo Espírito de adoção, é a grande prova de conversão.



[Leia 1João 4.14-21]


Autor: Matthew Henry (1662–1714)
Fonte: Daily Readings, Randall J. Perderson (org.), Chistian Focus Publications, 2009, "August 23".
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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domingo, 8 de abril de 2012

O maior pecador do mundo

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. — 2Coríntios 5.21

Deus "o fez pecado por nós", ou seja, fez dele um sacrifício pelo pecado. O sacrifício foi chamado de "pecado", porque o pecado de quem trazia a vítima, e em lugar de quem era oferecida, era posto sobre o sacrifício. Era como se o pecado fosse transferido da pessoa para o sacrifício. Nesse sentido, é que se deve entender o que Lutero afirmou, quando disse que "Jesus Cristo foi o maior pecador que já houve no mundo"; não porque tivesse qualquer pecado em sua natureza ou em sua vida, mas porque recebeu sobre si os pecados de quantos são ou serão salvos. Como falou o profeta: "o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos" (Isaías 53.6). Não há expiação pelo pecado, exceto mediante sacrifício. Por isso o SENHOR ordenou o oferecimento do holocausto para a remoção do pecado, para que os pecadores pudessem ver o que mereciam, inclusive morrer. E não somente para isso, mas para que a oferta fosse totalmente consumida no fogo da sua ira. Os pecadores impenitentes serão consumidos no fogo que nunca se extinguirá, nem jamais os consumirá totalmente. Eles permanecerão na morte eterna, ou numa vida que morre continuamente. Aqueles que não descansam no sacrifício de Cristo, oferecido de uma vez para sempre, eles terão de ser o sacrifício para si mesmos, oferecido continuamente para a justiça e a ira de Deus.




Autor: Joseph Caryl (1602-1673)
Fonte: Bible Thoughts, Soli Deo Gloria Publications, 1995, p. 183
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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